quarta-feira, 13 de abril de 2011

Doce de chocolate com morango

Eram 3 da manhã, e ela correu, correu de tudo, correu da vida e das obrigações, da dieta, do padrão. Correu do marido e dos filhos que a esperavam, correu da panela em fogo baixo. Correu, simplesmente. Correu da forma mais complicada.
Correu tanto, tão mais rapido que tudo, que muito certamente ela flutuava e não tocava mais o chão. O vento era tanto e tão forte que o cabelo voava, os olhos lacrimejavam. Ela não ia mais voltar, ela ia correr pra sempre.
Ela chegou ao seu destino, eventualmente, e parou. Parou simplesmente da forma mais complexa. A quietude, a paz, a estabilidade. Era tudo encantadoramente estático, todo o minimo movimento se fazia sentir. O calor das faces, a respiração agitada, os batimentos fortes e intensos. Era lindo.
Ela foi até a padaria, comprou um doce de chocolate com morango, e o comeu como se fosse a unica, a ultima, o prodigo, com seu passo timido. O doce a enjoou, a quietude foi ficando gosmenta e pesada, e ela não a queria mais.
A vida, eventualmente, passou pra busca-la e ela correu de novo, pro outro lado, longe dela. E nem ela mesmo sabia pra onde. Correu pela contramão e pelo caminho mais dificil e mais enrolado pra chegar exatamente onde deveria e lá ficou, novamente estática, até se mover de novo.




Eu te amo porque você é como você é, e você segue na vida no sentido anti-horario, e você não precisa ser nada além disso : )

2 comentários:

l u a . disse...

porra, luizinha... <3

l u a . disse...

we'll follow the sun.